24.7.15

Kol Brasilis - Brigas nunca mais

Está no ar o novo vídeo do Kol Brasilis: Brigas Nunca Mais (Tom Jobin/Vinicius de Moraes)


Caso goste de mais esse trabalho, ajude a divulga-lo compartilhando-o. 
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SOBRE O ARRANJO:
Brigas Nunca Mais foi um arranjo que eu escrevi para explorar mais essa pegada brazuca com harmonias jazzísticas. Escrevi sua primeira parte em 2004 (antes do improviso), mas o pessoal do Kol teve dificuldade para cantá-lo, dadas suas dissonâncias. Dez anos depois, com o grupo mais amadurecido, terminei o arranjo e o pessoal conseguiu fazê-lo.

Partitura: http://friendship.com.br/kbd/Brigas_Nunca_Mais.pdf

Curta a nossa página no facebook: https://www.facebook.com/pages/Kol-Brasilis/188710351211794

ESTAMOS BUSCANDO UM CANTOR: BAIXO
Estamos buscando um cantor para nos auxiliar na voz do Baixo. Se você souber de alguém que se interesse por esse tipo de projeto, somos de Santo Andre-SP, e ficaríamos agradecidos de uma indicação. 

Obrigado.
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- Obadias de Deus
Músico que ganha a vida com sistemas, casado, dois filhos, sonhador e especialista em projetos  inconclusos. Vive no limiar da vida cotidiana e de seus devaneios que, ele nunca perde as esperanças,  algum dia darão certo, mas muito provavelmente não.

20.7.15

o autodidata

há pelo menos 3 tipos de autodidatas. o gênio, aquele que simplesmente sabe. o esforçado, que lê manual, livros, pesquisa no google e então executa. e o preguiçoso, que se auto intitula intuitivo, mas na verdade é porque não é gênio e não tem vontade de estudar tanto.

ao menos uma coisa é comum aos 3 tipos, a necessidade de colocar em prática aquilo que aprende (ou está em fase de aprender).
enquanto o gênio… Bom gênio é gênio, ele simplesmente sabe. nem para para entender de onde sabe, vai lá e executa. é gênio. sujeito chato. deixa ele para lá.
o esforçado se cerca do máximo de conhecimento e certezas para aí então  partir para a prática. é um sujeito metódico. e medroso, diga-se.
já o intuitivo, ou preguiçoso, não liga de correr riscos, é um ser aventureiro. a intuição exige isso. nem sempre (quase nunca) ele vai colocar na prática aquilo que já domina. na verdade, o intuitivo vai justamente aprendendo enquanto pratica, este é seu processo de auto aprendizagem. sujeito corajoso.

eu sou intuitivo. preguiçoso. sou ué.

chega aquela tv nova e o que faço? bato olho no manual, que é chato, quase sempre em preto e branco. chato. deixo de canto, pego o controle e saio fuçando. com celular, computador e qualquer outra coisa que tenha mais do que uma função.

já meio que apaguei nosso primeiro computador, um 386, porque entrei no setup (tinha aprendido um dia antes, era só apertar F9 na iniciação) e fui alterando alguns parâmetros. fiz besteira, deixei meu pai puto e perdemos tudo o que tínhamos no nosso potente computador. faz parte.

mas essa minha mania vem de muito antes. 

eu estava na 2a-Série do 1o grau, aprendendo a escrever direito, textos mais complexos. me lembro bem, era a professora hélide. aula de língua portuguesa, exercício de ditado. ainda existe isso? acho que sim né.
ditado era legal, silêncio na sala, ouvidos atentos à leitura da professora, a qual deveríamos todos transcrever no caderno. era a 2a-série, então a professora ditava até a pontuação. 

"ponto final,na outra linha, parágrafo e travessão"
" - Joãozinho (vírgula) pegue sua bola e venha para casa (ponto final)"

outra característica do autodidata é ser curioso. dias antes do dia do ditado, eu havia visto, sabe-se lá onde, um texto qualquer onde achei uma vírgula engraçada. ela tinha um pingo em cima. 
para que serve? quando uso? qual a diferença? não sabia. mas descobriria em breve.

a cada vírgula ditada pela professora hélide, eu lá metia um ponto-e-vírgula. todo satisfeito. 
'aposto que sou o único que conhece essa vírgula com pingo'.
e assim foi, a professora ditava ',' e eu transcrevia ';'.

acabado o ditado, todos destacam a página do caderno, com o devido nome anotado, e passam as folhas, da última carteira à primeira e o primeiro da fila levava à professora. eu era o primeiro da minha fila, logo, meu ditado ficara em cima de todos.

a professora começa a corrigir, um por um, e eu lá na minha carteira percebo caretas, gestos de estranhamento, cara de interrogação.

'evandro, venha cá'. 

gelei a espinha. essa é outra característica do intuitivo (ao menos é a minha, até hoje), ao perceber que possivelmente fez besteira, a espinha congela, de baixo para cima. chega a cair uns 3 graus na sala.

lentamente me levanto, caminho com passos pequenos, trêmulos, até a mesa da professora, que ficava pouco mais de 1 metro da minha.

'evandro, porque você usou ponto e vírgula ao invés de vírgula?' perguntou ela, complementando com 'eu ainda não ensinei quando se usa ponto e vírgula'.

fiquei mudo, não sabia exatamente o motivo, apenas tentei.

'está tudo errado', disse em voz baixa, para si mesma, pensando o que faria para me dar uma nota. 
vale destacar que eu era um bom aluno, queridinho da professora, da turma da frente, inteligente até. não do tipo que ganhava apenas 'A', mas que raramente descia do 'B'.

bem verdade que naquele dia, naquele ditado, seguindo as regras de correção, eu teria tirado um 'F'. mas a professora levou em conta meu histórico, eu acho.

ganhei um 'C' e um aviso, 'não use o que ainda não aprendeu a usar'.

digamos que eu aprendi mais ou menos essa lição.
__________
ev melo
aprendo; logo existo.

13.7.15

O primeiro atropelamento a gente nunca esquece

Das pequenas violências urbanas a que estamos contingencialmente submetidos, posso me considerar digno de um cartão de fidelidade para a modalidade assalto. Ok, que ser vítima de quatro assaltos em toda a vida até o momento, um a cada 11 anos, não chega a ser uma frequência tão grande assim, mas combinemos que em um mundo que se pretende civilizado e que deveria ser seguro, é uma taxa muito alta.

Mas há outras modalidades desse tipo de violência e que, em algumas delas, podemos cada um de nós ser o protagonista no papel de vilão, com ou sem culpa. É o caso do atropelamento. Quando isso ocorre pela primeira vez, é um acontecimento e, por menor que seja, é acompanhado de uma grande carga dramática.

Essa semana “debutei” nessa modalidade no papel de vilão, ainda que, por minha atitude de querer fazer valer os direitos do pedestre, já me envolvi em situações de risco real de ser atropelado em faixa de pedestre, um deles quase atropelamento quando me joguei por cima do capô de um carro para não ser atingido nas pernas em uma faixa de pedestres perto de casa. Mas não considero um atropelamento de fato porque o motorista parou a tempo e eu me projetei sobre o capô como medida de segurança; se não tivesse feito isso, provavelmente o carro teria apenas encostado em mim.

Quanto a atropelador, na realidade já tinha passado por essa experiência, mas não a considero, porque foi o atropelamento de uma pomba. Sempre evitei atropelar pequenos animais, claro, mas há muitos anos transitava por uma rua na região do Brás, em São Paulo, a uma certa velocidade um pouco acima dos 40 km por hora quando uma pomba, de tantas outras naquela rua, não conseguiu voar e ouvi o barulho do seu pequeno corpo passando por baixo das rodas do carro. Olhei pelo retrovisor a tempo de ver suas penas esvoaçando pela traseira do carro. A cena das penas esvoaçando me pareceram tão boas que não consegui ficar com dó da pomba, também por ser um animal com característica de praga urbana, ainda que haja controvérsias. Mas eu já presenciei, em duas ocasiões que me lembre, pequenos pássaros se chocando contra o para-brisa do meu carro em estradas e fiquei muito chateado. Outra vez, em uma estrada vicinal de Mauá, a caminho de Suzano, um grande rato de repente cruzou a estrada correndo. Meu impulso imediato foi frear e desviar dele, o que consegui com sucesso. No momento em que esses eventos se dão, nosso instinto de preservação de um ser vivo fala mais alto e, mesmo sendo um rato, a primeira reação é tentar não feri-lo. Engraçado isso.

Vamos ao atropelamento em si.

No feriado da consciência negra fui com o Felipe ao “Ipiranguinha”, uma praça em Santo André. Depois de um bom tempo lá, a noite tinha começado a cair, resolvemos ir embora. No caminho ele me disse que queria passar no Parque Central. Feriado, não tinha porque negar o pedido do meu caçula. Desviei o caminho e fui para lá. Chegando ao parque, o estacionamento estava meio vazio e, bem ao lado da entrada, havia 2 vagas vazias. Pela lei do menor esforço, resolvi estacionar na primeira vaga, a de fora. Como tenho o hábito de estacionar de ré, parei o carro e, bem lentamente, afinal não havia pressa, fui dando ré enquanto olhava pelo retrovisor direito para deixar o carro alinhado na vaga. Foi quando ouvi gritos. 

Tudo fui muito rápido. No primeiro instante, os gritos poderiam ser qualquer coisa, de forma que não parei o veículo. Mas, no instante seguinte, ouvi o guardador de carros do estacionamento correr em minha direção e gritar “Para!” Parei enquanto ouvia o choro de uma criança. “Vem pra frente!” Desengatei a ré e acelerei. Parei, bastante assustado, e uma imagem funesta atravessou minha mente: uma criança em um velocípede embaixo do meu carro. Abri a porta, saí e corri em direção ao aglomerado de algumas pessoas em volta de uma garota de uns 10 ou 11 anos. Por um instante começaram a gritar comigo e a me insultar: “Você atropelou a menina!” Por um momento achei que o guardador viria em cima de mim. Eu disse: “Gente, eu não vi nada! Onde vocês estavam?” Mas ninguém me respondeu, porque o objetivo era atender a menina.

Para encurtar a história, coincidentemente vinha para o estacionamento uma senhora que, pela sua atuação, me fez crer ser uma médica ortopédica ou ter conhecimentos de ortopedia, pois ela tomou conta da situação, desaconselhou o que estavam fazendo com a garota e, muito calmamente, fez tudo o que era necessário para constatar que talvez nem fratura tivesse ocorrido. A roda do veículo tinha passado sobre o dedão da garota. Nada mais que isso. Obviamente que deve ter doído bastante, ela chorou, estava nervosa, mas depois de alguns minutos, após fazer várias verificações, a suposta ortopedista lhe perguntou: “De 0 a 10, sendo zero ‘não dói nada’, 10 ‘dói muito’ e 5 mais ou menos, que pontuação você dá?” E apertou o dedão da menina: “Dois”. Ela sorriu e disse: “Acredito que nem fraturou, como eu havia pensado inicialmente. O inchamento é normal; se não parar de doer em algumas horas, levem ela ao hospital, mas não deve ter acontecido nada”.

Depois de passada a confusão inicial, tanto o guardador e um senhor que parecia ser o pai da garota, comentaram comigo, em tom de desculpa: “Você não tem culpa, você não viu.” As mulheres que estavam no grupo nem olharam na minha cara. Na realidade, em vez de caminharem pelo espaço dos pedestres, eles resolveram cruzar pelo meio das vagas dos carros e, como estava meio escuro, não os vi. Quando comecei a dar ré, acredito que eles se deram conta que eu estava estacionando e não tinha visto que vinha gente se aproximando da vaga onde eu iria estacionar. Como eu estava olhando para o outro lado, naturalmente não vi. Possivelmente, acreditando que eu pararia, ainda que estivesse bem devagar, eles continuaram caminhando. Foi quando eu atropelei o dedão da garota. 

Saí de lá com a consciência tranquila de não ter feito nada errado, afinal estava estacionando bem devagar, na vaga de automóveis, no espaço que, antes de eu fazer a manobra para estacionar de ré, estava vazio. Eu não tive culpa se os pedestres resolveram ignorar o espaço para eles caminharem e resolveram cruzar pelo meio dos carros. Quando se ignoram as regras de segurança, colocar-se em uma situação de risco é a consequência: foi o que eles fizeram. Mas não posso deixar de dizer da sensação extremamente desagradável de ter vivido uma situação desse tipo de violência urbana, ainda que eu não tenha sido o responsável (ou o maior responsável) pelo acidente, justamente pela atitude no início, das pessoas gritando comigo e algumas até me insultando, e pelo fato de que a suposta ortopedista, a suposta mãe da garota e outras mulheres presentes, terem ignorado totalmente minha presença, meu esboço de tentativa de ajuda, talvez porque me viram como “o cara que atropelou a garota”, ignorando totalmente o fato de que tudo aquilo aconteceu porque eles se portaram de maneira incorreta, colocando em risco a integridade física deles mesmos. Foi uma sensação realmente estranha. Senti como se eles tivessem me acusado de ser um irresponsável atropelador, quando na realidade quem criou a circunstância de atropelamento foram eles mesmos, já que vinham de um ponto cego do meu momento de manobra e se dirigiram justamente para a vaga que eu estava estacionando, em vez de caminharem na via de pedestres.

Por fim, não menos interessante, ao voltar para o carro, o Felipe estava assustado e, sacando o que aconteceu, desistiu de ir para o parque. Manobrei e abandonei o estacionamento. Choroso me dizia que não conseguia esquecer o ocorrido e, numa determinada altura, me disse: “Pai, você bebeu vinho! Você está bêbado!” Eu ri para mim mesmo e lhe respondi: “Não, Felipe, eu não bebi vinho; se tivesse bebido, realmente não poderia dirigir”. Fiquei contente ao perceber que, mesmo aos 6 anos, ele já tem essa consciência. De alguma forma, a educação que ele vem recebendo, tanto em casa quanto na escola, estão funcionando nesse aspecto.
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- Obadias de Deus
Músico que ganha a vida com sistemas, casado, dois filhos, sonhador e especialista em projetos  inconclusos. Vive no limiar da vida cotidiana e de seus devaneios que, ele nunca perde as esperanças,  algum dia darão certo, mas muito provavelmente não.

7.7.15

Neurose de Angústia e a forma de tratamento com a Ressonância Límbica (3 de 3)

Parte 3 de 3: Como é tratamento?

O Tratamento então passa por um desenvolvimento do autoconhecimento e o auto entendimento que acontece de forma gradual e estudos sobre o inconsciente e consciente, ou seja, formulando e planificando as ações (conscientes) que o sujeito descreve dentro do ambiente de atendimento. Essa descrição deve ser feita de forma associativa, ou seja, uma associação livre dos acontecimentos em pauta da vida, sempre observando os aspectos que mais chamam a atenção. 

Sim! Descrever as dores e, como elas funcionam desde o início. Cada dor tem um processo de início, meio e fim, sendo aguda ou crônica. Ao falar sobre essas dores o sujeito passará informações que “cairão“ do inconsciente para o consciente, isso acontecerá através dos chistes, dos atos falhos, nas descrições dos sonhos, nas conversas sem nexo, enfim acontecerá a liberação dos sintomas que será observado pelo profissional que acompanha o sujeito.

Dessa forma a Ressonância Límbica torna-se uma ferramenta muito importante para tratar as Neuroses de Angustias e, tantas outras psicopatologias associadas a Neuroses.
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- Paulo Bregantim
Psicanalista Clínico. Escreve sobre a alma e coisas simples. Simples assim.
Atende na clínica Reciclar Unidade II.

6.7.15

#SomosTodosChatos

Já dizia José Newton, se subiu tem que descer.  Terceira lei do Newtão, ação e reação.
Claro que ele falava no campo da física, mas por que não extrapolar?

Na vida é assim, todo ato tem consequência. Ação e reação.

Mas enquanto na física, Newton comprovou que a reação terá a mesma força e intensidade e será no sentido contrário à ação, ou seja, é possível conhecê-la e até prevê-la, na vida a coisa é um tanto mais abstrata. 

A vida está mais para teoria do caos. Reações sensíveis à sua condição inicial (ponto de origem) porém não previsíveis.

E a Internet esta aí para demonstrar isso, e mais, para potencializar isso.
As reações aqui nas redes, são em várias direções e com forças diversas, fica até confuso e chato. Muito chato.

Confuso porque qualquer assunto gera reações, provocam necessidades nas pessoas de expressar com veemência suas opiniões. Seja ela qual for, seja para qual assunto for. Você é intimado a opinar e melhor que o faça com veemência. E por isso, chato.

Chato também porque qualquer comentário, de uma pessoa qualquer, ganha igual destaque ao de um jornalista, um filósofo, ou algum especialista no assunto. Chato também porque os meios de comunicação, até mesmo os sérios, as pessoas, até mesmo as sérias, dão importância demais a esses comentários errantes.

E parece que qualquer que seja a reação, ela necessariamente tenha que atender a toda a abrangência possível do caso.

Um exemplo, o caso #SomosTodosMaju.

A moça é jornalista, apresenta a previsão do tempo no JN, o jornal mais assistido na TV brasileira. O JN tem uma página no Facebook. O Facebook é um local onde tudo isso que escrevi acima, acontece o tempo todo, todo o tempo.
A moça, Maju, é negra.
E daí? Me pergunto. E daí, respondo, que esse mundo é bizarro. E chato.

Uma meia dúzia de dezenas, talvez centenas, de pessoas demonstram seu racismo com comentários absurdos à Maju.

Em reação, milhares de pessoas de compadecem da moça e da situação que vai além da Maju, e iniciam uma coisa que está na moda, embora ainda não saibamos se tem o alcance e resultado que esperamos.

A reação da HashTag. 

E a HashTag da vez foi #SomosTodosMaju.

Bonito. Eu acho. 

Não tarda, porém, a aparecer os comentaristas dos comentários. Os chatos. 

Aquele sujeito que se indigna pela indignação. Não por achá-la errada, ou que defenda a causa errada, mas porque esta, não atinge todas as abrangências possíveis.

Vi um post, que foi bastante compartilhado, onde o rapaz, cheio de sabedoria, cria a própria HashTag. #NãoSomosTodosMaju, dizia ele que defender a Maju, moça bonita, bem sucedida, da TV, é mole. Quantos negros não passam por algo pior ao que se passou com Maju?

Verdade, muitas pessoas, pobres, negras, passam por situações grotescas todos os dias. É triste e revoltante.
Ninguém disse o contrário.

Mas o fato da Maju é para se reagir. Ou não?

Ou criaram regras, tipo ABNT, para reações de HashTags? 

1. Fica instituída a regra de que só se pode xingar muito no twiter se:

a. tal xingamento não ofenda a opinião de outrem;

b. tal xingamento explore o assunto em toda sua abrangência;
c. bla bla bla escreva aqui sua regra.

Eu sei, eu sei, o forte de Newton era a física, não a antropologia.

#SomosTodosChatos
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Ev Melo
Mais um chato.

3.7.15

Neurose de Angústia e a forma de tratamento com a Ressonância Límbica (2 de 3)

Parte 2 de 3: O que é Ressonância Límbica?

RESSONÂNCIA LÍMBICA: O QUE É? COMO AGE? QUEM PODE VIVER ESSE PROCESSO?
Ressonância Límbica é uma capacidade dos mamíferos de entrar em sintonia com as manifestações internas dos outros.
É a capacidade de sentir e até mesmo entender o que o outro sente, é um fenômeno que podemos dizer físico, anatômico, psicológico e espiritual.

A Ressonância Líbica facilita a leitura das emoções das pessoas que nos cercam de modo que intensificamos nossas sensibilidades e percepções aos sentimentos e emoções das pessoas que estão em contato conosco. 
É uma capacidade não verbal” que permite a adaptabilidade do nosso comportamento sem ferir ou agredir as emoções das pessoas que nos rodeiam.
Esse processo acontece quando ficamos face a face e olhando para os olhos das outras pessoas, como se fosse “amor a primeira vista”.

Outros exemplos que podemos dar sobre a Ressonância Límbica é o que sentimos como “frio na barriga”, quando o coração acelera e não temos como controlar. As mamães e papais sentem quando necessitam acordar de madrugada para aquietar seus filhos. Quando os olhos dos papais e mamães encontram os olhos dos bebes que choram e, do “nada” vão aquietando, isso é a ressonância Límbica.

Diferente de animais como por exemplo a tartaruga que coloca a cabeça e os membros dentro do casco, os seres humanos são seres sociáveis e a todo momento estão exercitando a Ressonância Líbica, pois a cada contato visual ou sensitivo estamos liberando esse processo em nossas vidas.
Essa sintonia, se assim podemos chamar, permite uma regulagem das nossas manifestações emocionais, e é fundamental para o início e manutenção dos relacionamentos.

A ressonância Límbica é um processo cérebro-emoção ( Razão – Emoção) com desdobramento físicos e mentais imediatos. A troca entre as pessoas acontecem em milésimos de segundos. É um olhar, um toque, um gesto, uma sensação e pronto, Estamos conectados no processo da Ressonância Límbica. É algo MARAVILHOSO. Afeta o batimento cardíaco, a regulação hormonal, as funções imunológicas e todas as características do sono. Sim! Todos os estágios do sono inclusive o sono REM.
Quanto mais exercitamos a Ressonância Límbica mais demonstra que estamos apaixonados pelas pessoas e por nós mesmos, já a baixa ressonância Límbica é a causadora das barreiras entre as pessoas e o afastamento de si mesmo de dos outros em nossa vida.

Engraçado, pois quando somos crianças (desde bebês) existe dentro de nós uma busca incessante pelo processo de Ressonância Límbica pelos pais, pois acredita-se que por não conhecer ainda o mundo exterior e suas possibilidades vivemos apegados aos pais e, isso é fundamental para o nosso desenvolvimento como pessoa e aprendizado da conservação e prazeres da vida. Porém, quando iniciamos o processo de independência e diminuímos a dependência dos pais e dos nossos cuidadores perdemos “parte” desse processo fisiológico e espiritual da Ressonância Límbica.

O afastamento do processo da Ressonância Límbica, pode ser o causador de dores profunda que chamo de “dores da alma” e, consequentemente produzir traços de depressão e ansiedade, pois quando ficamos sem olhar para as pessoas e perdemos as sensibilidades das questões da vida corremos o risco desviar do caminho normal da vida. Dessa forma, ficamos mal humorados, tristes, angustiados e desenvolvemos doenças psicossomáticas.

Já quando estamos buscando (consciente ou inconsciente) o processo da Ressonância Límbica podemos desenvolver o bom humos, dando cores as lembranças da vida, criando possibilidades para as questões da vida, abrindo o mundo de oportunidades, verificando as percepções de si mesmo e dos outros, diminuindo os julgamentos e aumentando o carinho com as outras pessoas, criando em fim um desejo de interdependência e mutualidade gerando o desejo intrínseco de viver em comunidade e comunhão com as pessoas.

Claro que com advindo das redes sociais perdemos um pouco desse processo, pois hoje estamos vivendo um novo tempo e, precisamos nos adaptar a essas realidades, pois não creio que o mundo vai voltar, mas que seremos cada vez mais consumidos pela tecnologia e informações digitais. Então, torna-se fundamental nutrir as amizades e os relacionamentos familiares. 

A ressonância Límbica é um processo maravilhoso que podemos retomar dentro de nós mesmo e quem sabe aprender a cada dia e com os que nos rodeiam que a sensibilidade e as emoções são passadas de pessoa em pessoa e, que somos um todo dentro de tudo e, que não podemos viver isoladamente, mas em coletividade, harmonia e amo.

Nós somos muito mais que razão, somos emoção e espiritualidade. Somos infinitamente mais que imaginamos, pois quem o CRIOU, nos deu algo muito maior que nem temos ideia. Cada pessoa tem em si mesma uma fagulha divina e que pode acender a si mesmo e tantas fagulhas que conseguir. 
Todas as mudanças estão dentro de nós. TODOS NÓS PODEMOS VIVER ESSE PROCESSO CHAMADO RESSONÂNCIA LÍMBICA.

Próximo post: Como é tratamento?
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- Paulo Bregantim
Psicanalista Clínico. Escreve sobre a alma e coisas simples. Simples assim.
Atende na clínica Reciclar Unidade II.


1.7.15

Neurose de Angústia e a forma de tratamento com a Ressonância Límbica (1 de 3)

Parte 1 de 3

O que é Neurose de Angustia?

Antes mesmo do recalque temos a angústia. Sim! A angústia é um estado afetivo experimentado por todos nós, numa ou noutra época, por nossa própria conta, nos alerta Freud.
A angústia é subjetiva, pois envolve sensações, sentimentos, dores físicas, dores emocionais. Isso faz da angústia alvo de estudos de muitos profissionais da área psicológicas.

É impossível não citar Freud quando falamos de Angústia, pois os principais sintomas que tratamos e discutimos nos últimos 100 anos se baseiam nos sintomas descritos por ele:

Freud lista os seguintes sintomas:
1. Ataques de ansiedade.
2. Ataques de ansiedade de distúrbios somáticos vários.
3. Ataques de suor geralmente à noite.
4. Ataques de tremores e calafrios.
5. Ataques de fome devoradora.
6. Diarreia sobrevindo em forma de ataques.
Tais sintomas podem existir cronicamente, mas mostram-se mais nítidos em momentos de exacerbação ou crise.

Porém, esses sintomas são individualizados, ou seja, cada pessoa sente de uma forma única, por isso, muitos estudiosos dizem que a Angústia é uma doença e outros dizem que são enfermidades psicossomáticas. Dependendo do profissional que você vai buscar com esses sintomas o tratamento será diferenciado, pois alguns utilizarão de medicamentos, preferencialmente os benzodiazepínicos e, outros encaminharão para a terapia, outros ainda prescreverão o medicamento e solicitarão o acompanhamento psicoterapêutico (esse último é o que mais indico).

Existem diferenças entre a Angústia e Ansiedade. São sutis, mas existem e creio que vai saber um pouco sobre a fenomenologia e etimologia das palavras para o entendimento.
“No sentido fenomenológico, contudo, fala-se de angústia se predominam sensações de constrição e aperto (principalmente referidas ao peito e à cabeça) e de ansiedade para se referir às expectativas negativas, a uma certa inquietação motora e psíquica generalizada e a correlatos fisiológicos como palpitações, tremores, abafamento respiratório etc. Pieron diz que “na prática, os dois termos são sinônimos”. As raízes etimológicas de ambos são comuns. A palavra angústia significa sufocar, estrangular e ansiedade se refere a incerteza, excitação, medo, estreitamento. A literatura de língua inglesa parece ter preferência por angst (angústia) e a francesa por anxieté (ansiedade).”

A Angústia ou Neurose de Angústia tem como sintomas mais comuns e mais perceptivos na maioria das pessoas portadoras um sentimento angustiante crônico e generalizado, ou seja, a pessoa quase nunca relaxa, os músculos estão sempre tensos, uma inquietação constante e incômoda, uma sensação de medo vago ou sem um significado específico, expectativas negativas relativas ao futuro, sensações de tormentas em situações que poderão lhe acometer. Fisiologicamente podem ser sentidos palpitações, sensações de sufocações, tremores, sudorese excessiva, mas estar gástrico, tonturas, delírios, sensações de perseguições, perda temporária do sono, pesadelos, etc

A sensações mais comuns nos portadores de Neuroses de Angústia é o “aperto na cabeça e no peito”. Isso pode causar dores de cabeça e ativar distúrbios psicossomáticos como: ulceras, asma, gastrites, colites, etc

Pode ocorrer também em épocas de crises fobias, histerias, desejos hipocondríacos e até mesmo a melancolia. 

Muitas vezes a performance sexual é afetada, ou seja, perda do desejo sexual. Pode ocorrer também como sintoma coadjuvante falta de vontade de trabalhar, impaciência, tristeza sem um significado específico, não sentem vontade de divertir-se, o mau humor impera nas relações de amizade, discussões desnecessárias com pessoas do convívio, o ócio não existe para essas pessoas, pois estão sempre buscando o que fazer, pois entendem que ficarem quieta e descansando pode causar problemas futuros, etc.

Veja, todos esses sintomas são expectativas exacerbadas de situações que ainda nem acontecerão e que na maioria das vezes nem acontecerão. 

Claro, isso tudo que descrevi acima gera na pessoa sensações de não ser aceito, de inferioridade, insegurança, insatisfação com a vida que vive e com as pessoas que rodeiam, sensação de que nada dá certo, esgotamento físico e mental (falam com frequência estão cansados e esgotados), necessitam de estar protegidos sempre, pois a insegurança rege a vida, sentem-se incompreendidos no trabalho, escola, família, casamento, namoro, etc. 


O quadro deve ser avaliado por um profissional da área de saúde e, depois de uma avaliação clínica fazer o diagnóstico. Não é somente lendo esse artigo que podemos dizer que temos ou não a Neurose de Angústia. Como escrevi acima é uma psicopatologia individualizada, ou seja, cada pessoa pode sentir e vivenciar de forma diferente e única.

As pessoas que têm instaladas em si as neuroses de angústia necessitam sim de acompanhamento médico e psicológico. Muito importante também é o autoconhecimento e auto entendimento do funcionamento psicológico e físico, pois isso pode ajudar muito no processo de diminuição dos sintomas.

Acredito que uma forma especial para se tratar as Neuroses de Angústia é através da RESSOLANCIA LÍMBICA. Abaixo vou descrever o que é e como funciona. Claro que devem existir outras tantas formas para se tratar as Neuroses de Angustia, eu particularmente tenho utilizado a Ressonância Límbica como ferramenta terapêutica em várias pessoas que com bons resultados.

Próximo post: O que é Ressonância Límbica?
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- Paulo Bregantim
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