30.3.15

E agora Juca?

E agora Juca Kfouri esta num dilema.

Sim, logo ele que levanta a bandeira há anos de que jornalista sério não faz merchan, pois, segundo ele, ao fazer merchan o jornalista se vincula à marca e assim não pode criticá-la mais tarde, ou até mesmo criticar um time, um campeonato que seja por esta marca patrocinado.
Logo ele que sempre procurou pêlo em ovo, que denuncia com atroz ferocidade as falcatruas cartolísticas Brasil afora. 

Pois Juca deu a defender, com toda voracidade que lhe é característica, o governo do PT. Juro, eu não sabia o posicionamento político de Juca, mas  nas últimas eleições, deu que Juca, Trajano e cia, sair em defesa da reeleição de Dilma. Logo ele.

E vieram os protestos e vieram os PTistas com a maluquice de chamar de elite branca toda a classe média brasileira... Lá vieram os panelaços e de novo lá veio Juca com a doidera de chamar a todos os paneleiros de xenofóbicos, racistas etc... Sim pois segundo ele, essa elite branca paneleira tem ódio a pobre, nordestino, blá blá blá.

Pois hoje eu abro o Uol para da uma zapeada e me deparo com uma notícia à lá Juca Kfouri, mas vejam, não era dele. 
"Agentes FIFA e empresários ligados a Ricardo Teixeira estão na lista do HSBC."

Corro abrir o Blog do Juca na certeza de que tal denúncia teria destaque em neon piscante, mas... nada.
Ao invés disso, uma matéria sobre o empolgante paulistinha, como ele mesmo apelida o chato campeonato paulista, seguida por uma matéria sobre Dunga e a seleção.

Vejam só, Juca provou do próprio veneno. Se vinculou a uma marca e pior, a uma marca suja, a política.

Como criticar uma lista de envolvidos em denúncias de corrupção se o partido ao qual ele e Trajano saíram a defender, está até a tampa envolvido em escândalos e listas?

Logo ele.

Começo a respeitar Milton Neves.
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Ev Melo
Logo eu.

O assalto

Encontrei por acaso uma crônica que escrevi sobre um dos assaltos que já sofri. O assalto ocorreu em 2005, quando escrevi a crônica.

Eu mereço
Ou
Como conseguir um B.O. em 1347 baforadas alheias
Ou
O que a gente não faz por um pudim de milho...
Ou
Se eu encontro aquele frango de novo... mato ele!
Ou
Viver no meio da malandragem tem lá suas compensações
Ou
Alegria de pobre dura pouco

Quarta-feira. 20:00. Depois de várias páginas de livro e 5 conduções, 1 ônibus, 2 metrôs, 1 trem e outro ônibus (pegar no batente não é fácil...), estava em casa, olhando para a Flávia. Que cheiro estranho... Era a metade do falecido frango que ela iria preparar para comermos. Por algum motivo desconhecido, o freezer não conseguira manter o presunto com um cheiro agradável (frango quando morre também vira presunto?).  Em face a esse acontecimento e outro de igual relevância – a sogra havia feito um pudim de milho para seu genro preferido – resolvemos ir jantar lá. Aliás, meu cunhado não concorda que eu seja o genro preferido porque, segundo ele, o genro preferido é aquele que não aparece. Segundo esse raciocínio, eu sou o genro despreferido.

Como eu tinha que preparar um documento para enviar a um cliente e ainda deixar uma rotina de outro cliente executando via Terminal Services (um tipo de conexão remota a servidor), deixei meu notebook rodando a rotina e fui para a casa da sogra somente com a mochila de notebook recém-comprada e algumas coisas dentro, inclusive um livro que ia devolver ao cunhado.

Jantamos e, 21:30, resolvemos ir embora. Como a sogra estava gripada, não nos acompanhou até o portão. Eu saí, abri o portão, voltei com a chave, saímos, a Flávia, o Vítor e eu e tranquei o portão do lado de fora.

Tudo foi muito rápido.

De repente, surgidos do nada, eis que 4 indivíduos, liderados por um deles, nos assaltaram. O líder do grupo veio cheio de adrenalina:

- E aí, filho da puta, cê tá armado? Passa a chave do carro! Rápido, filho da puta!

Os outros ficaram mais próximos. Rapidamente, tomaram a chave do meu carro, minha mochila, a mochila do Vítor que estava com a Flávia e uma tartaruga de pelúcia que o Vítor carregava. Só não levaram o Snoop que o Vítor também portava. Ele explicou mais tarde o motivo: escondeu atrás do corpo.

Tão rápido quanto chegaram, pediram para que ficássemos de costas, entraram no carro e saíram cantando os pneus.

A Flávia chamou o pessoal que estava dentro de casa, o cunhado abriu o portão. Ela estava passando mal e, lívida e largada no sofá, foi atendida com um copo d´água preparado pelo cunhado, que antes, se deu ao trabalho de ligar no 190 para que eu pudesse comunicar o roubo. Prestíssimo e eficiente esse cunhado!

O Vítor, como seria de se esperar de uma criança de 5 anos, chorou assustado e rapidamente entendeu que se tratava de um assalto.

Em seguida a sogra-avó chegou da igreja e suspirou aliviada por constatar que não tinha chegado minutinhos antes. Quem sabe o que poderia ter acontecido...

O sogro, comunicado da “efeméride” pelo celular, rapidamente fechou seu ponto comercial em algum shopping da cidade e foi para casa o mais rápido que pôde, ou seja, em cerca de 30 minutos. Embarcamos eu e a Flávia – o Vítor ficou protestando porque queria ir também para ver os presos – e fomos até a delegacia da cidade.

Ah... tudo isso aconteceu na cidade de Mauá.

Bem, lá na delegacia, no centro da cidade, como não seria de se admirar, não fomos atendidos imediatamente. Eles estavam lavrando um flagrante com 3 envolvidos, um deles uma moça com uma barriga grávida de 8 meses. Um dos rapazes estava algemado. O outro não vi. Ela não. No máximo o policial pediu que ela ficasse encostada na parede com as mãos para trás. Imaginei que fosse um tratamento diferenciado em face à vida que se estava se desenvolvendo dentro dela. Um tratamento mais nobre, digamos assim.

Somado ao flagrante, um outro acontecimento de menor importância levou a escrivã de plantão sugerir que voltássemos no dia seguinte, já que, provavelmente, demoraríamos muuuuito para sermos atendidos: as fortes chuvas do dia haviam derrubado o sistema.

Tá bom. Fazer o que. Amanhã a gente volta. Embarcamos na caranga do sogro, gente finésima que, prontamente, ao regressarmos à sua casa, me emprestou o carro para que, no dia seguinte, voltasse motorizado à delegacia que fica muito mais próxima da casa dele que da minha.

Ah... eu moro em Santo André.

Voltamos para casa. Reparei que o carro do meu sogro, apesar de bem mais antigo que o meu, é mais mal educado: você pisa e ele responde mesmo! É um Escort 1.8. O motorzinho da caranga tá bom! Entre um detalhe e outro do acontecimento que repassamos umas 357 vezes no caminho de casa, chegamos.

Ah... eu também já tinha avisado ao porteiro do meu edifício que, se o meu carro chegasse lá, eles poderiam chamar a polícia, que eram os bandidos. Não esperava que os caras fossem tão loucos assim, mas nunca se sabe... Nos pertences que eles levaram estava meu endereço.

Ao chegar em casa, contamos o acontecido ao porteiro, que nos dias seguintes se encarregou de avisar a torcida do Corinthians, o que era de se esperar de um porteiro que se respeite. Até hoje tem neguinho no prédio perguntando: “Ah... vocês foram assaltados?”, apesar de já termos posto uma pedra em cima do assunto. Só pode ter sido obra e graça do porteiro.

Enquanto voltávamos, agradeci a Deus pela quase desgraça alcançada: não nos aconteceu nada. Só levaram os anéis. E também fiquei tentado, apesar de não ter tido cara-de-pau suficiente, a agradecer pelo incidente haver acontecido num momento tão propício: já havia 4 anos que eu comprara o veículo e está mais do que na hora de trocá-lo. Vendê-lo seria menos rentável que uma indenização do seguro por perda total, suponho. Portanto, que ótimo momento para ser roubado...

Ao chegar em casa, depois de mandar um e-mail para o cliente, justificando minha ausência no dia seguinte pois teria que correr atrás do B.O., quando me preparava para ir tomar banho... o telefone toca: “Sr. Obadias? Aqui é a PM. Seu veículo foi localizado!”.

Não acredito! Alegria de pobre dura pouco... 
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- Obadias de Deus
Músico que ganha a vida com sistemas, casado, dois filhos, sonhador e especialista em projetos  inconclusos. Vive no limiar da vida cotidiana e de seus devaneios que, ele nunca perde as esperanças,  algum dia darão certo, mas muito provavelmente não.

28.3.15

Uma tragédia

A vida é uma viagem. Cada um de nós recebe um bilhete, bilhete em forma de pulsação, de fôlego, de vida... Embarcamos no trem e vamos.
Todos esperamos ter uma longa viagem. Em toda imprevisibilidade que a viagem da vida oferece, uma coisa ao menos tentamos prever e acreditamos que acontecerá, a viagem será longa.

Qualquer motivo que tire alguém cedo demais desta viagem, chamamos de tragédia.
“Você viu, pobre menino, morreu tão jovem”, “só tinha 40 anos e morreu de câncer, que tragédia”, “que tragédia, bateu o carro, tão jovem, os pais estão arrasados”...

E quando a tragédia chega no atacado? Quando ao invés de chorar por um, choramos por 242 jovens que perderam a chance de continuar a viagem da vida. O que fazer?

Esta semana em viagem pelo interior do Rio Grande, passei pela cidade de Santa Maria. Viagem de negócio, não pretendia visitar muita coisa além dos endereços de clientes, mas calhou de um dos clientes ser em frente á boate Kiss.
Triste. Uma casa fechada, algumas pixações, grafites, faixas de protesto e lamento, flores, velas, tristeza, bastante tristeza.

O que dizer de uma tragédia como esta? Centenas de jovens entram em uma festa para se divertir e saem carregados.

A rua, movimentada pelo trânsito, carros que sobem, param no semáforo e seguem em frente. A rua assiste ao ritmo da vida, cuja viagem não para. Tem que continuar.

Ali em frente ao triste local que parece uma mancha em preto e branco, o semáforo parece se esforçar em pausar por momentos aqueles que passam, para que nunca esqueçam que ali, naquele lugar, em um triste dia, recolheram 242 bilhetes de viagem de jovens que tinham um longo caminho pela frente. Uma tragédia.

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Ev Melo
Em plena viagem.





24.3.15

O marketeiro sempre ganha

Em uma negociação de contrato que se estendia madrugada adentro, advogado do cliente de um lado, advogado da minha empresa do outro e nós vendedores completando a sala.
Puxa daqui, empurra dali, cliente pede uma alteração, empresa concede com ressalvas, negocia, veta e assim ia.
Em dado momento, em uma cláusula não muito fácil, após passar por algumas alterações acordadas entre as partes, um de nós vendedores brinca, para quebrar o gelo, 'qualquer coisa a gente chama o advogado que aprovou'.
Então o advogado do cliente vira e em tom descontraído diz 'advogado sempre ganha'.
Precisa negociar as cláusulas? O advogado está lá.
Deu problemas? Chama o advogado.
Caiu a casa? Advogado.

O advogado sempre ganha.

Nessas discussões políticas em que nosso país está cada vez mais enfiado, com um que de novidade, talvez porque sejamos uma democracia nova e tudo faz parte de um processo de amadurecimento, uma coisa me chamou a atenção e me remeteu ao fatídico dia da negociação.

Entretanto aqui vou deixar de lado a figura do advogado para chamar outro personagem, talvez até mais vital, o marketeiro.

Nesse jogo político e nessas discussões em que o país entrou e se dividiu, o marketeiro sempre ganha.

Precisa ganhar as eleições? Chama o marketeiro.
Mas o candidato tem sérios problemas de conduta, de postura, de empatia… Chama o marketeiro.
Ganhou-se a eleição. Um viva ao marketeiro. Mas o trabalho dele, como o do advogado do primeiro parágrafo, não acaba aqui. Para a felicidade dele.

Escândalos atrás de novos escândalos de corrupção. E agora? Chama o marketeiro.
'A corrupção é cultural no Brasil' - 'A corrupção é sistêmica' - 'A corrupção já estava aqui antes, acontece que só neste governo está sendo investigada' - 'o candidato derrotado também tem escândalos em seu nome' -  'etc,etc,etc'.
Um viva ao marketeiro, que consegue entregar argumentos ao lado que está apanhando. Como um boxeador que está apanhando feio que ganha um fôlego extra para sair das cordas.

Marketeiro prepara uma nova estratégia, bola um belo discurso, presidente vai à rede nacional e… plac plac plac…bateção de panelas por parte da sociedade indignada com um discurso de plástico.
Chama o marketeiro!!!
'A elite branca tem ódio de pobres que neste governo está ganhando força...'

Parte da sociedade se organiza em todo o Brasil para sair às ruas  em protesto ao governo e à presidente. Em São Paulo, em dados oficiais da PM, aproximadamente 1 milhão de pessoas na rua.
Chama o marketeiro!!!
'Datafolha diz que foram só (só?!) 200 mil manifestantes'.

E a discussão que poderia ser rica, fica travada em um argumento que chega a ser bobo. Inútil. Não serve a ninguém de fato.
Mas o marketeiro consegue mais um fôlego para seu cliente.

Assim estamos caminhando nesta jornada de aprendizado político e social. A cada nova denúncia, vem o marketeiro ditar quais pontos iremos nos apegar e passar horas brigando. 

Quando Marina criticava a polarização em que o país estava, bem como a política ser guiada pelo marketing, poucos a ouviam ou a levavam a sério. Talvez porque o marketeiro dela não seja lá dos melhores.
Fato é que a polarização aumenta e não à toa. Fruto de um trabalho engenhoso do marketing do governo, que jogando um lado contra o outro, cria um grande Fla-Flu, distraindo a todos e ganhando fôlego.

Dureza que esse jogo terminará num 0x0 doído de assistir.
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Ev Melo
às vezes paro para pensar, às vezes penso sem parar e muitas vezes paro sem pensar.

8.3.15

nossa crise

vivemos uma crise que vai além de nossas fronteiras, além deste ano presente.
é uma crise que se inicia silenciosa lá atrás, há pouco mais de um par de décadas, quando a crise era outra e do mesmo modo, triste.

não temos a quem recorrer, não nesta terra, não em gente tão parecida como nós.

há pouco menos de 30 anos saímos de uma ditadura declarada. momentos de sombra, de nenhuma democracia. ela não existia.
o poder era de alguns, e esses não faziam questão de dividí-lo.

findou-se a ditadura, ainda havia a luta pelas diretas. que chegou depois de alguns anos. podíamos enfim escolher o presidente. mas quem? havia quem?
sarney herdara um país quebrado e pouco fez para entregá-lo em melhores condições.
vieram as eleições de 1990, a primeira com voto direto para presidente. de um lado um arrumadinho que falava bem e tinha a simpatia da tv globo, do outro um sujeito que bradava em português sofrível, mas dizia representar o povo.
deu o arrumadinho. que se mostrou ineficaz de gerir a economia em frangalhos como estava, que escolheu uma ministra da fazenda que mal sabia gerir as economias da própria casa. recolheu a poupança, fez milhares de pessoas perderem tudo e se meteu em corrupção. vamos concordar que o escândalo do collor, é conta de arredondamento no atual petrolão e do já perdoado mensalão.
em menos de dois anos da primeira eleição direta para presidente, tivemos o impeachment. entende isso? nosso primeiro presidente eleito pelo povo foi justamente retirado de seu cargo por corrupção!

surge então o que parecia ser um oásis neste deserto político. itamar franco, um presidente de transição, pouco faz para chamar a atenção e volta-se para ajustar a casa. vem fhc como ministro da fazendo e arruma a casa. enfim tínhamos um plano econômico que viera para ficar. em minha pouca idade à época, eu vira pelo menos três moedas diferentes, cruzeiro, cruzado, cruzado novo (se não me engano).

quase oito anos de governo fhc, com seus defeitos, falhas e também escândalos de corrupção. 
chegara a hora do barbudo que em 1990 gritava demais e assustava boa parte do país e que agora, devidamente munido da melhor equipe de marketing política (a mesma de maluff), voltara leve, falando bem (sem plural, mas tudo bem), o lulinha versão paz e amor.

lula venceu, o país renovava suas esperanças. e foram oito anos  de estabilidade econômica e política. tínhamos a impressão de         termos um país nos eixos. 
mas é aí que toma conta a nossa crise, a qual iniciei este texto.

em qualquer país do mundo existe corrupção, qualquer meio político está fadado a agir por meio de lobby, dinheiro, poder. 
mas o que se apresentou com o atual (mais de 12 anos) governo, é a institucionalização da corrupção. elevaram a corrupção a nível de pensamento, de cultura, de filosofia política.
e como se esquivam de tais denuncias e provas? dizem que agora isso tudo está sendo investigado e que antes não o faziam.
será? voltemos a 1992, o primeiro presidente eleito com votos diretos sofreu impeachment por ter sido pego, investigado e condenado pelos deputados, com direito a cara pintada.

a crise que vivemos é a da falta de credibilidade em líderes, quaisquer que sejam eles. da direita à esquerda. aliás existem esses lados?
enquanto em outros países, com a democracia mais madura, a corrupção é pontual e até certo ponto controlada, aqui a impressão é que a corrupção é o mote da vida política e que cada um precisa conseguir tudo o que puder agora, em curto tempo, pois amanhã essa mamata pode acabar. não podem portanto correr o risco de não ter chego no fundo da panela e perder a boquinha com comida sobrando. a gula é a regra e a regra vem de cima. ou vamos acreditar que lula e dilma desconheciam e desconhecem essa máquina de grana suja que aí está, sendo denunciada?

mas em quem confiar?
em aécio, que perdeu em seu estado, onde aliás há inúmeros indícios de corrupção?
em marina, que era vice de eduardo campos, também denunciado neste escândalo do petrolão?

em quem?

essa é nossa crise, não temos a quem confiar e seguir. os movimentos de 2013, onde milhares de brasileiros saíram às ruas por um basta, foram criticados (principalmente pelos simpatizantes ao governo) por não haver uma causa clara e um líder. causa havia, e muitas, mas a parte do líder eu concordo. não temos.
temos medo de confiar em alguém, como confiou o país em lula.
como em 1992 confiamos todos em lindberg farias, o líder estudantil, o líder dos caras pintadas e agora integrante da lista de denunciados no petrolão, ao lado de collor. veja que ironia. 

confiar em quem?
aqui nesta terrinha, é possível confiar em alguém?

para além desta terra, confio em deus e oro para que ele nos ajude, para que este país não fique à mercê deste tipo que aí está e que não se transforme no que se transformou argentina, venezuela...

oremos.
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Ev Melo


2.3.15

Seu terno olhar

O Kol Brasilis surgiu do do convite que eu fiz a alguns amigos para executar
um arranjo que eu havia acabado de escrever. Gostei tanto do resultado que
resolvi escrever outros arranjos. O primeiro deles, Seu terno olhar. Escolhi
essa música porque ela fazia parte das minhas reminiscências musicais da
adolescência: sempre gostei do charme e da simplicidade da música e achei
que um arranjo simples funcionaria bem. E funcionou.

No entanto, com o tempo, comecei a escrever arranjos bem mais sofisticados
harmonicamente. Por esse motivo, sempre que ensaiávamos essa música, o
Marcelo Carrara reclamava que o arranjo era “muito simples” para o padrão do
grupo. Ele acabou me convencendo disso e resolvi escrever uma segunda versão
do arranjo, mais sofisticada harmonicamente. A música é tão bonita que a
versão ficou deliciosa de se ouvir e nem é tão complexa para se cantar, com
exceção da linha do mezzo em alguns trechos.
Quando o Junior disse que uma coreografia de um balé moderno iria muito bem
no vídeo, gostei demais da ideia, uma vez que ele disse que a coreografia
seria em câmera lenta. Mas eu não imaginava que ele teria a ideia de propor
um vídeo coreografado ao contrário. Foi o que a  Elaine fez e o resultado me
pareceu belíssimo, muito leve e poético. Gostei demais. Espero que você
goste também.

Partitura:  <http://friendship.com.br/kbd/Seu_Terno_Olhar_documentacao.pdf>
http://friendship.com.br/kbd/Seu_Terno_Olhar_documentacao.pdf

Vídeo:  <https://www.youtube.com/watch?v=XJvkJ8fmF_c&feature=youtu.be>
https://www.youtube.com/watch?v=XJvkJ8fmF_c&feature=youtu.be

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- Obadias de Deus
Músico que ganha a vida com sistemas, casado, dois filhos, sonhador e especialista em projetos  inconclusos. Vive no limiar da vida cotidiana e de seus devaneios que, ele nunca perde as esperanças,  algum dia darão certo, mas muito provavelmente não.