2.9.14

Resposta à 'Sobre Selfie e Fome'

Como comentei em meu último post 'Sobre Selfie e fome' publicado na semana passada, provoquei meus amigos, o psicanalista Paulo Bregantim e o publicitário Nuno Junior, para saber a opinião deles quanto ao tema.
Aqui vai a resposta do Paulo.
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Calma! O Selfie não é uma revolução da informática e muito menos do baixo preço das fotografias que agora tiramos com celular, ipad, etc.
Essa revolução faz parte da evolução do ser humano, pois somos seres mutáveis e, a mudança nada mais é do que matar o velho para dar lugar ao novo. Digo isso, pois se pegarmos uma pessoa com mais de 70 ou 80 anos os selfies são bem reduzidos e quase não causa impacto algum sobre a vida desses. Isso significa que uma geração está partindo e, isso não quer dizer que ela era melhor ou pior que a geração que está ficando. Somos seres mutáveis e, mudança nada mais é do que matar o velho para dar lugar ao novo.

Os Selfies, ou as pessoas que vivem(eu, você e outros tantos) nesse tempo não teremos força para melhorar ou pior o que está sendo morto, nos resta sim, é entender o que está acontecendo e implementar nossas teorias sobre o assunto – isso que estamos fazendo aqui.
Não temos muito que fazer quanto as mudanças que somos submetidos, a não ser, observar, tentar de alguma forma melhorar, evitar os excessos e, no mais deixar o tempo ditar essas formas que ele mesmo(o tempo) dita o  todo instante.

Quanto as pessoas que querem “aparecer” ante uma manifestação o aparição de grande repercussão isso acontece desde os primórdios, pois sempre as pessoas necessitam para acariciar seu ” EGO” projeções, aparições, demonstrações de ser melhor que outro. Hoje, isso acontece com as fotos e as publicações nas redes sociais. Mas nada mudou como fórmula, somente as formas que mudaram.
Quanto a rapidez das informações, isso é fato, pois a tecnologia é um caminho sem fim e, isso é apenas o começo, pois quando conseguirem colocar os outros sentidos na TV, Rádio, ou redes sociais como: Cheiro e tato por exemplo ficaremos mais aficionados do que somos hoje, pois imagina poder tocar em algo na TV ou sentir o cheiro, isso seria maravilhoso. Hoje, só temos a visão e audição sendo utilizada, mas não se iluda chegaremos um tempo onde todos os sentidos serão repartidos em tempo real, mesmo não estando presente fulano ou ciclano.
Então, o “medo” ou a preocupação que o selfie aparenta mostrar é muito pouco para as mudanças que virão e, isso bom amigo faz parte do que escrevi acima; “Somos seres mutáveis e, mudança nada mais é do que matar o velho para dar lugar ao novo.”
Valeu

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- Paulo Bregantim
Psicanalista Clínico. Escreve sobre a alma e coisas simples. Simples assim.
Atende na clínica Reciclar Unidade II.

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